Iniciativa busca impulsionar a competitividade do setor
SÃO LUÍS – No último ano, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) apoiou a participação de empresas maranhenses associadas ao Sindicato das Indústrias de Malharia e Confecções de Roupas em Geral do Estado do Maranhão (SINDVEST) em missões internacionais com a finalidade de que o setor acompanhe as tendências mundiais e ganhe competitividade. Segundo estudo elaborado pela organização Inteligência de Mercado (IEMI), o Nordeste ocupa a terceira posição entre as regiões que mais fabricam no setor de Vestuário no país, movimentando mais de R$ 1 bilhão em produção.
Entre as empresas está a Allba Lieni, que pela primeira vez desfilou com uma coleção autoral em um evento internacional depois de ganhar visibilidade no Maranhão Fashion Week. A exposição da marca para além do Brasil ocorreu no Chile Fashion Week, desfile que reúne profissionais da América Latina, em Santiago. Criada há um ano, a marca atua no segmento de moda feminina com coleções que valorizam a identidade cultural maranhense. “Após o desfile, percebi aumento no interesse pela nossa marca. Surgiram novas oportunidades de networking e convites para apresentar a Allba Lieni em outros espaços”, diz Dannielly Lucena, CEO da Allba Lieni.
Já a Água Viva, empresa de moda praia e fitness associada ao sindicato há mais de 10 anos, participou da Canton Fair, a maior feira comercial da China. A proprietária Alana Bogéa afirmou que a experiência viabilizou novas oportunidades para a modernização da sua marca. “O contato direto com o que há de mais moderno na Feira de Canton Fair e no centro atacadista de Yiwu permitiu iniciarmos tratativas diretas com fornecedores chineses. Estamos avançando no processo de importação de insumos e produtos, como embalagens e acessórios”, detalha Alana.
Atualmente, 70 empresas são associadas ao SINDVEST. Para a presidente da entidade, Ana Rute Mendonça, essas iniciativas buscam conectar a indústria local a novas tecnologias, tendências e modelos de produção que modernizam seus processos. “Esse contato com novos mercados amplia a visão dos empresários e viabiliza novos negócios, o que contribui para impulsionar a competitividade do setor”, explica.

