Margem Equatorial, ZPE de Bacabeira, Economia do Mar e redução de emissões integram a agenda da Federação
SÃO LUÍS – A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) definiu as prioridades que orientarão sua atuação nos próximos anos. Ao completar 58 anos em setembro, a entidade colocou entre suas pautas projetos voltados à produção industrial, à geração de empregos e à renda no estado. As prioridades estão reunidas no Mapa Estratégico da Indústria do Maranhão 2025-2032.
O presidente da FIEMA, Edilson Baldez, destacou a exploração da Margem Equatorial, a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Bacabeira, a Economia do Mar e a descarbonização da indústria. Segundo ele, essas pautas exigem continuidade e diálogo entre empresas, poder público e sociedade.
O Mapa Estratégico da Indústria do Maranhão 2025–2032 foi elaborado pela FIEMA em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O documento apresenta 158 iniciativas nas áreas de infraestrutura, educação, trabalho, inovação, ambiente de negócios, comércio exterior, recursos naturais e economia.
Entre as propostas, a Federação defendeu a preparação do complexo portuário de São Luís para atender à demanda que pode surgir com a exploração da Margem Equatorial. Também incluiu ações para ampliar a logística de exportação da ZPE de Bacabeira e estimular processos industriais com menor emissão de gases de efeito estufa.
INICIATIVAS – Na infraestrutura, o Mapa propõe, por exemplo, concluir a duplicação da BR-135 entre São Luís e Miranda do Norte, duplicar a BR-010 entre Açailândia e Imperatriz e construir o contorno de Balsas, na BR-230. Também inclui a recuperação da MA-125 entre Cidelândia e São Pedro da Água Branca e estruturas portuárias para a movimentação de contêineres. No comércio exterior, prevê o mapeamento de produtos maranhenses com potencial de exportação, a capacitação de empresários e a formação de consórcios para acessar outros mercados.
Na educação, o Mapa Estratégico da Indústria defende parcerias entre escolas públicas e instituições de ensino técnico para integrar a formação profissional ao Ensino Médio. Propõe adequar unidades de ensino às atividades de cada região, ampliar a formação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) e oferecer cursos de aprendizagem conforme a demanda das empresas. Na área de trabalho, prevê ampliar os serviços de saúde e segurança ocupacional, além de preparar profissionais para assumir funções de gestão.
Em inovação, o Mapa sugere aproximar micro e pequenas indústrias de instituições de pesquisa, investir em biotecnologia e criar laboratórios em parceria com empresas. Também prevê ampliar as consultorias do SENAI Maranhão e as ações do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), em parceria com o Sebrae. Na área de recursos naturais, defende mapear resíduos industriais para identificar possibilidades de reaproveitamento, estimular a produção de hidrogênio verde e etanol de cana e milho e incentivar a adaptação de motores, geradores e caldeiras para o uso de etanol.
Para melhorar o ambiente de negócios, a FIEMA recomenda digitalizar processos e criar uma Câmara Técnica de Prevenção e Resolução de Conflitos em Licenciamento. A proposta reúne empresas, órgãos ambientais e instituições de defesa de direitos para buscar soluções antes da judicialização dos projetos.
Na área econômica, prevê ampliar a atuação do Núcleo de Acesso ao Crédito da FIEMA (NAC), apoiar micro e pequenas indústrias na elaboração de projetos de financiamento e facilitar o acesso aos Fundos Constitucionais. Também defende mudanças na tributação estadual para reduzir os custos da produção e estimular investimentos.
Baldez afirmou que a FIEMA manterá o diálogo com o setor público e as entidades da sociedade para buscar condições de investimento no Maranhão. Para o presidente, a atuação da indústria deve beneficiar as empresas e melhorar a vida da população.

