A modalidade integra competição, gestão empresarial e projetos sociais
SÃO LUÍS – Entre as três categorias que serão disputadas durante a etapa regional maranhense do Torneio SESI de Robótica, a STEM Racing™, antiga F1 in Schools, tem como foco estimular, ainda no ambiente escolar, o conhecimento em diversas áreas, a partir do gerenciamento de escuderias que simulam o funcionamento de uma empresa. Além das competições em pistas de corrida com minicarros de Fórmula 1 projetados em software 3D, as equipes também desenvolvem projetos sociais que beneficiam comunidades do estado. Nesta temporada são 13 equipes na disputa, 10 SESI Maranhão, 2 do SESI Paraná e 1 do SESI Pará.
Antes conhecida como F1 in Schools, nesta temporada a categoria passou a se chamar STEM Racing, em um movimento que busca evidenciar o foco educacional da metodologia STEM, uma abordagem que integra aprendizados entre ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Apesar da mudança no nome, a proposta segue a mesma: incentivar jovens ao sucesso, unindo aprendizado e diversão. Para o coordenador de Robótica de Competição do SESI Maranhão, Pedro Henrique Diniz Carvalho, a categoria consolida a robótica como uma experiência educacional completa e transformadora. “O STEM Racing coloca os estudantes em contato direto com inovação, empreendedorismo e trabalho colaborativo”, destaca o coordenador.
A categoria incentiva as equipes a funcionarem como verdadeiras empresas. As escuderias criam identidade de marca, desenvolvem planos de negócios, atuam na divulgação e buscam patrocínios. Segundo o técnico do SESI Caxias, Diego Santos, essa vivência amplia o caráter formativo da competição. “A preparação das equipes é uma jornada de multidisciplinaridade, pois se trata não apenas de construir um carro, mas de gerir uma pequena empresa de engenharia. Conciliar o projeto social, a busca por parceiros e a engenharia de ponta exige uma maturidade profissional precoce dos alunos”, disse.
A experiência proporciona aos estudantes uma série de aprendizados, tanto na formação profissional quanto no pessoal, incentivando a colaboração, o desenvolvimento de soluções criativas e a defesa de ideias com confiança. Para Rhuan Rodrigues, integrante da equipe Owlspeed da Escola SESI Caxias, a competição vai muito além da pista: os alunos vivenciam na prática cada etapa do processo, da engenharia e desenvolvimento do carro até o planejamento e a gestão da escuderia.
Com bom desempenho na categoria, as equipes maranhenses acumulam importantes conquistas ao longo das temporadas. Entre os títulos já conquistados estão premiações em gestão de projeto, engenharia de carro e projeto social. Para a equipe Lipima, do SESI São Luís, a motivação vem dos resultados da temporada passada. “A equipe ganhou o troféu de mídias digitais e empreendedorismo, tanto no regional, quanto no nacional. Então, queremos manter o mesmo padrão e avançar ainda mais para conquistar novos prêmios”, afirma Arielle Castro, de 15 anos, integrante da equipe.
Os projetos sociais desenvolvidos pelas equipes são parte importante na competição, e os maranhenses têm se destacado nesse quesito, o estado é tetracampeão nesta categoria no Brasil. A escuderia Ragnar, da Escola SESI São Luís, já levou o prêmio nacional na categoria e nesta temporada apresenta o projeto “O som do povo pela RAG”. Em busca de mais uma premiação, com foco em valorizar a riqueza cultural maranhense, a equipe produziu instrumentos musicais, que são utilizados em apresentações de grupos artísticos maranhenses, a partir de materiais recicláveis. “Além de trazer essa preservação da cultura, a gente também quer trazer a sustentabilidade para comunidades”, afirmou Bruna Linhares, integrante da equipe Ragnar.
Para a equipe OuroVision, da Escola SESI Bacabal, o desenvolvimento do projeto social é um os pontos mais desafiadores na temporada. “Nosso projeto é sustentável, utilizando o descarte inadequado do caroço de juçara como uma oportunidade para a criação de uma composteira. Ele é realizado na Fazenda da Esperança, um local de reabilitação de ex-dependentes químicos, o que exige ainda mais sensibilidade e responsabilidade na forma que trabalhamos”, explica a estudante Monique Salazar, de 18 anos.
A superintendente regional do SESI Maranhão, Regina Sodré, reforça que, além do desempenho técnico, os processos, as decisões e aprendizados construídos ao longo da temporada também são avaliados. “As equipes estão preparadas para enfrentar os desafios propostos, contribuir para o fortalecimento do ambiente colaborativo e promover a inspiração mútua entre os participantes. O objetivo central é a classificação para a etapa Nacional, em São Paulo, levando o reconhecimento de um trabalho coletivo desenvolvido com planejamento, compromisso e excelência”, ressaltou.
A etapa regional será realizada nos dias 7 e 8 de fevereiro de 2026, no SESI Clube Araçagi. O Torneio SESI de Robótica é realizado pelo SESI e FIEMA, com a correalização do Sebrae, STEM Racing e FIRST® LEGO® League Challenge (FLL). O evento conta com o patrocínio da VALE e o apoio do Sindipan, Sesc, Só Saúde e Comarh e M. Dias Branco.


